Dividida...

Dividida, não entre dois mundos, mas entre escolhas no meu mundo. Tais escolhas, que só são aceitas 2 opções, no melhor estilo 8 ou 80. E é isso que absorve toda a energia da minha mente, ter que escolher entre duas coisas que eu sei que são boas pra mim.
O agora ou o futuro?
Em que me dedicar?
O que faz bem pra mim?
Medo de perder, de estar perdendo agora e depois. E parece que essa capa negra só envolve a mim e a mais ninguém. E fico aqui, isolada em minha alma triste que cria um escudo físico com sorrisos tentando barrar perguntas. Pequenas coisas causam leves feridas, mas tudo junto aumenta os índicios de uma doença insuportável, onde parece que a cura está distante. Algo tão grande mas que traduzido por palavras, é o vazio. O vazio que faz com que o meu espírito se torne mais instável do que já era , e isso acaba machucando o exterior, os olhos que me vêem e não entendem.


E eu só quero saber...
onde encontrarei o equilíbrio?

Estranhamente familiar

O casal Travessos completaram vinte anos de casados e fizeram uma festa enorme para comemorar as Bodas de Porcelana. Todos os parentes, até os que moram muito longe, e também amigos, vieram participar da grande festa. Claro que Morgana, a filha do casal, estava odiando aquilo.
Morgana era do tipo que não se socializava muito. Durante a festa dava usn falsos sorrisos, comprimentava pessoas que nunca tinha visto na vida, claro que tanta simpatia era pela insistência dos pais. Morgana estava entediada e a única coisa de relance que prendia sua atenção era um menino magro, de cabelos lisos e castanhos que estava do outro lado do salão de festas. O menino por sinal, não parava de observa-lá e sem nenhuma timidez mostrou-lhe os dentes em um lindo sorriso. Morgana ficou atordoada com tal gesto e saiu do salão para se livrar de tudo aquilo. Segundos se passaram e ala viu uma sombra se projetando do seu lado. Apenas pegou em sua mão e arrancou-lhe um beijo, digno de cinema. Ao abrir os olhos, Morgana viu que o ladrão do beijo era o menino do sorriso bonito. Foi isso, beijou e foi embora.
Morgana saiu do transe com sua mãe gritando no seu ouvido, dizendo que queria apresentar uma tia e seu filho que moravam longe dali. Certamente Morgana nem sabia da existência de tais. Ao se virar viu uma mulher muito bem arrumada, sua tia. Ao seu lado, um menino de cabelos lisos e castanhos e com um sorriso malicioso no rosto, seu primo. O melhor beijo da vida de Morgana foi com seu primo. Ela pensou: 'Que ordinário... mas eita primo bonito!'

Hã??

Impulsiva.
Faz e não pensa.
Erra e só depois descobre.
Impaciente.
Até parece que nasceu de 7 meses!
Compulsiva.
Agora é agora.
Minhas vontades em destaque.
Aonde está o botão do relaxe?
Uma hora é HAAAAA!
Outra hora é HMMM...
Indefinida, não é descritiva.
Cai e levanta, cai e se machuca.
Ri do tombo,
cai no sarro,
menina sem retalhos.

Ato necessário.

Muitos definem a mentira como algo errado, mas duvido que há algum ser humano que nunca contou uma leve mentira. Mas a pergunta que fica é : quando se é permitido mentir? Bom, acredito que há casos e acasos em que as vezes se é permitido. Contanto é claro, que tal mentira não prejudique os influenciados.
Mentir pode ser muitas vezes uma forma de concordar com alguma pessoa, ou até mesmo omitir algo. Imagine tais situações: se sua melhor amiga começa a namorar com um menino muito feio, mas para você ela o descreve como um ser perfeito, não há nada a se fazer alem de concordar! Saiba que isso também é mentir, mas para não magoar a pessoa, foi preciso fazer isso. Imagine também um jantar com a sogra e a comida que ela preparou está simplesmente horrível, e ao final do jantar ela te pergunta se você gostou, e a única saída será dizer um sim totalmente cara de pau. Mentir também é algo bom, talvez seja uma maneira de amenizar fatos. É claro, mentir está ligada aos valores de cada um, é preciso saber o limite que seu carater autoriza a você fzer isso. Mentir é permitido quando em tal ação não se há maldade.

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Uma máquina do tempo seria totalmente útil agora, para eu poder saber o que será do meu futuro e amenizar ao menos um pouco essa angustia doentia que se instala na minha vida. Mas melhor do que avançar no futuro, seria regressar ao passado.
Não que eu me arrependa de nada, mas para melhorar o que já foi feito. Será que seria diferente? Talvez não...
Fuja pensamentos desnecessários dessa mente turbilhada de ideias vazias. Se não há nada, por que tanta agonia? É, eu sei a resposta.
Medo, medo e medo. Decidir uma vida é um risco. Ganhar e perder, perder para ganhar. Seria menos arriscado pular de um precipício.
Eu nunca estive assim.
Da pra se definir a situação em uma roleta russa...
Sei, palavras sem nexo, frases sem sentido, mas minha mente ainda procura um significado. Eu quero voltar pra fase de segurança, a fase criança.


Cheia de nada.

Ouvi dizer que o amor é nada.
Então amar não tem valor?
Na verdade o amor é a ausência...
A ausência de qualquer outro sentimento.
Raiva, inveja, ódio...
Tais emoções pequenas diante do sentimento mais lindo.
Amar é simplesmente amar, e não há significado para isso.
Quem ama, apenas ama e sabe que não há uma palavra que possa descrever.
Esqueça dos significados do dicionário, esqueça das poesias e canções românticas
Tudo isso é muito tolo pra quem realmente ama,
pois o amor é

inexplicável!

Assim?

Acordar, correr, dormir e sonhar
Ter minha casinha, somente minha
Aí já irei perceber que deixei de ser a menininha
Aquele que nem sabia o significado de amar.

Ser alguém real
Sem se preocupar com coisas banais
Serei livre
Livre para acertar e errar.

E desse desejo todo poder crescer
E fazer a conquista de um sonho transparecer
Dar orgulho aos que me cercam.

Futuro e incerto
Tão perto e tão distante
Seria menos agustiante se soubesse que você estaria presente
Nesse meu futuro tão interrogativo.